Para Maiores de 30 ANOS – CONTEÚDO IMPRÓPRIO PARA PESSOAS IMPRESSIONÁVEIS.

Lamentamos, mas realmente há conteúdos do mundo erótico que apenas podem ser vistos por quem tenha já uma certa maturidade e experiência.

Apesar de hoje acharmos que o “mundo está todo perdido” e que o bombardeamento sexual da internet é que desmoraliza a sociedade, será muito mais impressionante imaginar o mundo em que o erotismo, a sensualidade, a sexualidade e a pornografia eram ainda mais explosivos. Quanto mais ocultos mais intensos.
A “lingerie” das nossas mães e avós envergonha a das mulheres intimissimi do século XXI.
Não se descascavam na praia ou no Instagram, mas em compensação… Não viviam como freiras.
Corpetes, ligas, e sutiãs repuxados, muito mais reveladores ou elaborados para encandear o homem!
Banhos de água fria faziam parte do tratamento “push-up”.
Quando surgiram as revistas “porno” – hardcore, então é que foi um forrobodó. A verdade do que se passava na sombra foi descoberta.
Provavelmente a mente sexual dos nossos antecessores era mais imaginativa e elaborada do que a nossa. Porque não dizer, mais animada.
De certeza, também, mais intensa, a contar pelo número de filhos que se geravam à época.
Resultado de imagem para vintage pornNão é para qualquer um ver “peludos e peludas” como eram antigamente. Daí… O mínimo de idade de 30 anos, para continuar a ver este artigo!

A revista GINA foi a primeira do género a surgir, explicitamente em Portugal. 1974. Extinta em 2005, a verdade é que a sua actual raridade, faz com a procura por completar colecções, entre alfarrabistas e colecionadores tenha feito alguns números da edição disparar para incríveis valores.

Quando aparece algum número à venda no olx ou outra plataforma tem venda imediata. Podendo chegar a mais de 100€ um só exemplar mais raro.

“”Gina: Ascensão e queda de um império da indústria sexual
Em 1974, Mário Gomes e o irmão lançaram a primeira revista pornográfica do país. Mais de 30 anos depois vai ser homenageado

Na capa havia apenas a imagem de uma mulher e uma frase: “Histórias Sexy Internacionais”. Lá dentro, o guião hilariante para apimentar 32 páginas de fotos bem explícitas: casais em combustão, mulheres com mulheres, em grupo ou a solo. Penteados de outros tempos. Do que falamos? Da revista “Gina”, claro, a primeira publicação pornográfica a chegar a Portugal. E ninguém melhor do que o homem que a lançou, em 1974, na ressaca da revolução, para nos falar dela. O feito valeu a Mário Gomes uma homenagem no Salão Erótico de Lisboa, que começa amanhã. “Não ligo a isso.””País de brandos costumes? Conservador? Isso é só fachada.” A explicação vem a seguir: aos 13 anos Mário Gomes já conhecia o circuito clandestino das revistas pornográficas em Portugal. Sim, elas existiram durante a ditadura e escapavam ao controlo apertado da censura. “Mas só para quem conhecia os meandros.” Mário arranjava muito mais do que as revistas impressas em duplicador, cujos originais chegavam do Brasil, e contavam com a cumplicidade dos correios e das autoridades alfandegárias: por vezes lá conseguia um filme pornográfico, que era depois visionado pelo grupo de amigos numa garagem.

 

 

Os tempos eram outros. Passaram décadas, um casamento, três filhos e dezenas de publicações, mas a memória não atraiçoa este homem de 64 anos. A “Gina” acabou há quatro, e Mário Gomes, que traduziu e concebeu grande parte das histórias da revista, dedica-se hoje a uma publicação de crochet prático e ponto de cruz. “Em tempos fiz uma de Sudoku, mas aquilo correu mal.”
Negócio de família Quando chegou às bancas portuguesas, depois de o irmão ter comprado na Feira de Frankfurt os direitos da revista para Portugal, a “Gina” custava 25 escudos. O negócio cresceu vertiginosamente e a distribuidora lançou mais três ou quatro títulos do género: a “Weekend Sex”, “Darling” e “Top Sex”. “Chegámos a ter as máquinas a trabalhar 24 horas por dia”, lembra Mário Gomes, que às quatro da manhã já estava fora da cama. Quando a empresa vendeu as oficinas, foi a ele que coube a tarefa de traduzir os originais, cujos pontapés na gramática, diz, “faziam parte”. “Ainda hoje me começo a rir sempre que vejo uma revista”, conta. “Por vezes era preciso acrescentar texto, quanto mais ordinário melhor.”
Os dias da “Gina” – e de Mário – eram então de “azáfama constante”. “Depois do 25 de Abril, passou-se do 8 ao 80. Além dos alfarrabistas, que chegavam a comprar edições de 15 mil exemplares, na Baixa havia dezenas de exemplares espalhados pelo chão, uma vergonha.” Com a revolução digital a “Gina” foi perdendo força e reformou-se. Mário também, mas ainda hoje recebe pedidos de números antigos. “Tenho meia dúzia de clientes aqui na Baixa e alguns coleccionadores. São edições antigas, mas ainda se vendem.” Para ele, a tarefa é fácil: basta descer à cave onde ainda guarda “100 ou 200 mil revistas”. E uma versão da revista na Internet? “Não uso, mas já me sugeriram o gina.pt.”

Fonte: Jornal I

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